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Quando o uso do pessário é recomendado pela ginecologista

Quando o uso do pessário é recomendado pela ginecologista

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Quando eu recomendo o uso do pessário, geralmente estou pensando em oferecer uma alternativa segura, confortável e menos invasiva para aliviar sintomas, dar suporte aos órgãos pélvicos ou proteger a gestação em situações específicas. Muitas mulheres chegam à consulta com dúvidas, inseguranças e até receio do desconforto, mas entender a indicação correta faz toda a diferença para viver esse cuidado com mais tranquilidade.

O que é o pessário e qual é sua função

O pessário é um dispositivo de silicone, flexível e biocompatível, que é colocado dentro da vagina com objetivo de oferecer sustentação. Dependendo do caso, ele pode ser usado tanto na ginecologia quanto na obstetrícia, sempre com indicação individualizada e acompanhamento médico adequado.

Na prática, eu costumo explicar que ele funciona como um suporte interno. Em algumas mulheres, ajuda a sustentar estruturas da pelve, como bexiga, útero ou reto, quando existe algum grau de prolapso genital, que é a descida desses órgãos pela vagina.

Na gestação, o pessário pode ter outra finalidade. Em determinadas situações, ele pode ser utilizado para ajudar a reduzir a pressão sobre o colo do útero, especialmente quando há risco aumentado de encurtamento cervical e parto prematuro, sempre dentro de uma avaliação criteriosa.

Quando a ginecologista pode recomendar o uso do pessário

A ginecologista pode recomendar o pessário quando a mulher apresenta sintomas de prolapso genital, sensação de peso vaginal, dificuldade para urinar, desconforto pélvico ou abaulamento na região íntima. Ele também pode ser indicado quando a paciente deseja evitar cirurgia naquele momento.

Existem mulheres que não podem ou não querem passar por uma cirurgia imediatamente, seja por condições clínicas, seja por escolha pessoal. Nesses casos, o pessário pode ser uma excelente opção para controlar os sintomas, melhorar o bem-estar e permitir uma rotina mais confortável.

Na obstetrícia, a indicação costuma surgir em contextos bem específicos, como em gestantes com colo do útero curto, principalmente quando há risco de parto prematuro. Nessa situação, a obstetra avalia exames, histórico gestacional e necessidade de acompanhamento mais próximo.

Por que algumas mulheres precisam desse suporte

O corpo feminino passa por mudanças importantes ao longo da vida. Gestações, partos vaginais, envelhecimento, menopausa, constipação crônica, tosse frequente e esforço físico repetitivo podem enfraquecer os músculos e ligamentos do assoalho pélvico, que sustentam os órgãos da pelve.

Com essa perda de sustentação, algumas estruturas podem se deslocar para baixo, provocando o prolapso. Nem sempre isso acontece de forma intensa no início, e muitas mulheres demoram a perceber que aqueles sintomas, antes considerados normais, na verdade merecem avaliação médica cuidadosa.

Na gravidez, o raciocínio é diferente, mas igualmente importante. Quando o colo do útero está mais curto do que o esperado, o útero pode ficar mais vulnerável à pressão da gestação. Em situações selecionadas, o pessário pode fazer parte da estratégia de proteção obstétrica.

Quais sinais podem indicar a necessidade de avaliação

Um dos sinais mais comuns é a sensação de peso ou pressão na vagina, como se algo estivesse “descendo”. Algumas mulheres descrevem um incômodo no fim do dia, piora ao ficar muito tempo em pé ou dificuldade para realizar atividades habituais com conforto.

Também podem surgir sintomas urinários, como sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, escapes de urina, aumento da frequência urinária ou dificuldade para urinar. Em outros casos, o intestino também pode ser afetado, causando esforço evacuatório ou desconforto na região pélvica.

Na gestação, muitas vezes não existem sintomas perceptíveis. Por isso, o rastreamento com ultrassonografia e avaliação do colo do útero é tão importante em pacientes com fatores de risco. O diagnóstico precoce permite definir a melhor conduta com mais segurança.

Como o pessário pode melhorar a qualidade de vida

Quando bem indicado, o pessário pode trazer alívio importante dos sintomas e devolver conforto para atividades simples do dia a dia, como caminhar, trabalhar, praticar exercícios leves ou manter a vida sexual com mais segurança e confiança, conforme cada caso permite.

Muitas mulheres chegam à consulta já emocionalmente desgastadas, sentindo vergonha, medo ou receio de falar sobre a sensação de “bola na vagina”, perda urinária ou desconforto íntimo. Acolher essas queixas com naturalidade é parte essencial do cuidado, porque isso impacta autoestima e bem-estar.

Na obstetrícia, a proposta é outra: preservar a gestação com o máximo de segurança possível quando existe uma indicação precisa. Nesses casos, o acompanhamento próximo ajuda a reduzir ansiedade e oferece à gestante mais clareza sobre cada etapa do tratamento.

Como é feita a avaliação médica antes da indicação

Antes de indicar o pessário, eu realizo uma consulta detalhada, escuto os sintomas, avalio o histórico ginecológico e obstétrico, examino a paciente e entendo suas necessidades, sua rotina e suas expectativas. Esse cuidado é fundamental para escolher a melhor abordagem.

O exame físico ginecológico ajuda a identificar o tipo e o grau do prolapso, quando ele existe, e permite avaliar qual modelo e tamanho de pessário podem funcionar melhor. Em algumas situações, também posso solicitar exames complementares, conforme a necessidade clínica.

Na gestação, a decisão costuma incluir ultrassonografia transvaginal para medir o colo do útero, análise do histórico de parto prematuro e observação de outros fatores de risco. Cada conduta precisa ser individualizada, porque nem toda gestante com colo curto terá a mesma indicação.

Quais são as formas de tratamento e acompanhamento

O pessário não é a única forma de tratamento, mas pode ser uma opção muito valiosa. Em ginecologia, a conduta pode incluir também fisioterapia pélvica, orientação para fortalecer o assoalho pélvico, uso de estrogênio vaginal em casos selecionados e cirurgia, quando indicada.

Depois da colocação, o acompanhamento é indispensável. Eu observo adaptação, conforto, presença de corrimento, possíveis áreas de atrito e necessidade de troca ou ajuste do dispositivo. Quando bem monitorado, o uso tende a ser seguro e bastante eficaz para muitas pacientes.

Na obstetrícia, o acompanhamento também pode envolver progesterona, ultrassonografias seriadas e orientações individualizadas sobre rotina, sinais de alerta e seguimento pré-natal. O uso do pessário nessa fase sempre deve acontecer com supervisão de uma obstetra experiente.

Cuidados importantes no dia a dia e no meu consultório em São Paulo

Durante o uso do pessário, alguns cuidados simples ajudam muito, como manter o acompanhamento nas datas corretas, observar sintomas novos, comunicar corrimento com mau cheiro, sangramento ou dor, e seguir as orientações sobre higiene íntima sem exageros ou produtos irritantes.

Também é importante cuidar da saúde pélvica de forma global. Controlar a constipação, evitar esforço excessivo para evacuar, tratar tosse crônica, manter o peso saudável e fortalecer a musculatura do assoalho pélvico são medidas que ajudam bastante na resposta ao tratamento.

Em meu consultório, em São Paulo, eu faço uma avaliação individualizada para entender se o pessário realmente é a melhor indicação para você. Esse cuidado próximo permite definir a conduta com mais segurança, acolhimento e foco no seu bem-estar em cada fase da vida.

Quando buscar ajuda especializada e agendar sua consulta

Se você sente peso vaginal, percebe uma saliência na região íntima, apresenta desconforto pélvico, alterações urinárias ou recebeu informação de colo do útero curto na gestação, vale procurar avaliação especializada. Quanto mais cedo eu consigo avaliar, maiores são as possibilidades de cuidado individualizado.

Muitas vezes, a mulher convive por meses ou anos com sintomas que limitam sua rotina e afetam sua autoestima por achar que isso é normal. Não precisa ser assim. Com orientação adequada, é possível aliviar sintomas, proteger sua saúde e recuperar qualidade de vida.

Agende sua consulta por WhatsApp ou ligue para (11) 91675-1616, e viva o cuidado com sua saúde de forma única e personalizada. Em meu consultório, no Itaim Bibi, em São Paulo, eu estarei pronta para acolher você com atenção, escuta e um olhar cuidadoso para cada detalhe.

Dra Christiane Simioni

Dra Christiane Simioni

CRM-SP 111503, RQE 101130, RQE 1011301
"Médica ginecologista, obstetra e integrante da equipe de Medicina Fetal do Hospital Israelita Albert Einstein. Professora do curso de pós-graduação da Universidade Albert Einstein."

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