Esclarecimentos sobre HPV, NIC e CAF, respondendo às principais angústias das pacientes e oferecendo orientações práticas de cuidado e prevenção.
Quando surge um resultado diferente no preventivo, é natural sentir ansiedade, imaginar o pior e perder o sono. Eu acolho esses sentimentos diariamente em meu consultório e reforço que informação clara devolve o controle às suas mãos. O primeiro passo é compreender que HPV, NIC e CAF não significam, por si só, câncer. Representam estágios e condutas possíveis dentro de uma jornada de cuidado planejada para você. HPV é um vírus muito comum, NIC é uma alteração nas células do colo do útero com graus variados, e CAF é um procedimento de retirada de uma pequena porção do colo para tratar lesões de maior risco. Quando organizamos essas peças, conseguimos visualizar o caminho de forma objetiva. Meu papel é orientar cada decisão, respeitando seus desejos, seu momento de vida e sua história. Quero que você se sinta segura para perguntar, entender e participar ativamente das escolhas. Trago minha experiência em ginecologia, obstetrícia e medicina fetal para olhar você como um todo, da adolescência à gestação e ao climatério. Cuidar vai além do exame: envolve acolhimento, explicações ...
O HPV, papilomavírus humano, é um vírus de contato íntimo, muito frequente, que costuma ser eliminado naturalmente pelo nosso sistema imunológico. Em muitas mulheres, ele nem chega a causar sintomas ou alterações relevantes. O importante é entender que ter HPV não define sua identidade, sua vida sexual ou seu futuro reprodutivo; significa apenas uma infecção que precisa de atenção e acompanhamento adequados. Existem diversos subtipos de HPV. Alguns são de baixo risco, relacionados a verrugas genitais, e outros são de alto risco, associados a alterações nas células do colo do útero. Isso não quer dizer que quem tem um subtipo de alto risco terá câncer, e sim que merece vigilância organizada com exames e, em alguns casos, tratamento definido. Com orientação correta, caminhamos com tranquilidade. Fatores como início precoce da vida sexual, tabagismo, múltiplos parceiros e imunidade mais baixa podem facilitar a persistência do vírus. Ainda assim, hábitos saudáveis, vacinação e rastreamento periódico fazem enorme diferença. Eu gosto de construir um plano realista, alinhado ao seu...
NIC significa neoplasia intraepitelial cervical, um nome técnico para alterações nas células do colo do útero. Costumo explicar como se fossem “alertas” em três níveis: NIC 1, NIC 2 e NIC 3. Muitos quadros de NIC 1 regridem sozinhos, com suporte do sistema imune e acompanhamento cuidadoso. Já NIC 2 e NIC 3 pedem avaliação mais próxima e, por vezes, tratamento para remover a área alterada. Essas alterações são detectadas por rastreamento com Papanicolau e teste para HPV, confirmadas, quando necessário, por colposcopia e biópsia. O laudo pode parecer assustador, mas ele é a bússola que nos guia na decisão correta. O objetivo é interromper a progressão de lesões de maior risco e, ao mesmo tempo, evitar intervenções desnecessárias quando a natureza pode resolver. Quando converso sobre NIC, gosto de reforçar que estamos diante de estágios tratáveis. Com acompanhamento regular, definimos períodos de reavaliação e critérios objetivos para agir. Esse olhar individualizado considera idade, desejo reprodutivo, resultados anteriores e estilo de vida. Você não está sozinha: cada passo é...
CAF, também chamada de conização por alça ou LEEP, é um procedimento que remove uma pequena porção do colo do útero onde está a lesão. Indico principalmente em casos de NIC 2 ou NIC 3, quando o risco de persistência é maior. O objetivo é terapêutico e diagnóstico, pois tratamos a área alterada e confirmamos, no laboratório, se a remoção foi completa e segura. É um procedimento rápido, realizado com anestesia, e a recuperação costuma ser boa quando seguimos orientações simples. Muitas mulheres temem dor intensa ou perda da feminilidade; eu explico cada etapa, do preparo aos cuidados após, para que você se sinta confiante. Trabalhamos para preservar a anatomia e a função do colo, pensando também no futuro reprodutivo. Nem toda paciente com HPV ou NIC precisa de CAF. Quando possível, priorizo condutas conservadoras, especialmente em NIC 1. A decisão é sempre construída com você, ponderando idade, planos de gestação, achados da colposcopia e resultados histológicos. Informação clara e exames de qualidade são a base para indicar o tratamento certo, no tempo certo.
O HPV se transmite principalmente por contato íntimo pele com pele, mesmo sem penetração, o que explica sua alta frequência. O uso consistente de preservativo reduz o risco, embora não ofereça proteção total, já que áreas não cobertas podem ter contato. Por isso, a combinação entre comportamento sexual seguro, vacinação e rastreamento é a nossa melhor estratégia. Tabagismo, estresse crônico, privação de sono e doenças que diminuem a imunidade podem favorecer a persistência do vírus. Converso muito sobre rotina: qualidade do sono, alimentação rica em frutas, verduras e proteínas, prática regular de atividade física e cuidado emocional. Esse conjunto fortalece as defesas do corpo e melhora a resposta às infecções virais. Outra questão importante é a multiplicidade de parceiros e a ausência de exames periódicos. Não se trata de julgamento, e sim de cuidado. Minha proposta é acolher suas escolhas e montar, junto com você, um plano possível. Combinamos testes, calendário de retorno e, quando indicado, vacinação, para que o cuidado seja prático, respeitoso e eficaz.
Muitas vezes o HPV não dá sinais, e é justamente por isso que o rastreamento é tão importante. Em alguns casos, podem surgir verrugas genitais ou alterações no corrimento, mas o mais comum é não perceber nada. As lesões pré-cancerosas no colo do útero, que chamamos de NIC, também costumam ser silenciosas. O preventivo periódico é nossa janela para ver o que os olhos não veem. Procure atenção imediata se observar sangramento após relação, dor pélvica persistente, corrimento com odor diferente ou qualquer alteração que fuja ao seu padrão. Sintomas não significam gravidade obrigatoriamente, mas merecem avaliação. Em meu consultório, eu escuto sua queixa com calma, faço o exame físico e, se necessário, peço exames para esclarecer o quadro. É fundamental não minimizar sinais por vergonha ou pressa. Seu corpo fala, e eu estou aqui para ouvir. Mesmo quando não há sintomas, manter o calendário de rastreio protege seu futuro. A combinação entre diálogo aberto, exame ginecológico e exames complementares coloca você em posição de cuidado ativo, com decisões informadas e seguras.
O Papanicolau é um exame simples, rápido e essencial, que avalia células do colo do útero em busca de alterações iniciais. Muitas mulheres perguntam sobre o desconforto: costumo dizer que é breve, e explico cada passo para você se sentir amparada. Em conjunto, o teste de HPV identifica a presença do vírus e seus subtipos, ajudando a definir o risco e a melhor conduta. Quando o resultado sugere alterações, a colposcopia entra como um exame de visão ampliada do colo, com aplicação de soluções que destacam áreas suspeitas. Se necessário, realizo biópsias direcionadas, pequenas amostras que confirmam o diagnóstico. O objetivo é ter precisão antes de qualquer decisão terapêutica, evitando tanto exageros quanto atrasos no cuidado. Com os resultados em mãos, conversamos sobre o significado de cada termo e construímos o plano. Eu registro um cronograma de acompanhamento, defino prazos de retorno e explico os critérios para indicar tratamento. Informação acessível transforma medo em ação. Você sai entendendo por que, quando e como cada exame contribui para sua segurança.
Para NIC 1, muitas vezes a melhor conduta é observar com carinho: reforço de hábitos saudáveis, reforço vacinal quando indicado e reavaliações periódicas. Damos tempo para o corpo agir e confirmamos, com exames, se houve regressão. Se houver persistência prolongada ou mudança nos achados, replanejamos juntas. O foco é proteger sem intervir além do necessário. Para NIC 2, analisamos idade, desejo reprodutivo e achados colposcópicos. Há casos em que a vigilância estreita é possível, principalmente em mulheres jovens, e há situações em que a CAF oferece o melhor equilíbrio entre eficácia e segurança. Eu explico riscos e benefícios de cada caminho, para que sua decisão seja tranquila e embasada. No NIC 3, o tratamento ativo costuma ser recomendado, normalmente com CAF, por maior risco de progressão. A boa notícia é que, com diagnóstico oportuno, a retirada da área alterada costuma resolver o problema. Acompanhar depois é fundamental, com exames em prazos definidos. Minha meta é sua cura, preservando qualidade de vida e planos futuros.
Uma das maiores preocupações é a fertilidade. Felizmente, a maioria das mulheres tratadas com CAF mantém a capacidade de engravidar. Converso sobre possíveis impactos no colo e estratégias de acompanhamento na gestação, quando necessário. Como obstetra, faço o planejamento pensando no pré-natal, para que você se sinta segura desde o positivo até o nascimento. Durante a gestação, algumas condutas mudam. O foco é proteger você e o bebê, adiando tratamentos invasivos quando possível e optando por vigilância cuidadosa. Em minha prática, integro a avaliação ginecológica ao pré-natal, utilizando ultrassonografia obstétrica para monitorar bem-estar materno e fetal. O cuidado é contínuo, gentil e sempre individualizado. Quando falamos de tecnologia, coloco à sua disposição exames de ultrassom de alta definição, incluindo 3D e 4D, que ampliam a avaliação durante a gravidez e fortalecem o vínculo com o bebê. Esse olhar integral, técnico e humano, permite decisões mais precisas e um acompanhamento acolhedor. Você merece se sentir amparada em cada etapa do caminho.
Depois da CAF, oriento repouso relativo, evitar relações e uso de absorventes internos por um período, e ficar atenta a sangramento intenso, febre ou dor fora do esperado. Em geral, a recuperação é tranquila. Combinamos retorno para avaliar cicatrização e definir o calendário de exames subsequentes. Você sai com todas as instruções por escrito e meu canal de contato. Na prevenção, a vacina contra HPV é uma aliada poderosa, mesmo para quem já teve contato com o vírus, pois pode proteger contra outros subtipos. Falo também sobre preservativo, cessação do tabagismo, boa alimentação, controle do estresse e sono de qualidade. Pequenas escolhas, repetidas todos os dias, constroem um corpo mais resiliente e protegido. Ressalto a importância do acompanhamento regular, mesmo quando tudo está bem. A constância no cuidado evita surpresas e garante que qualquer alteração seja tratada no início. Em meu consultório, valorizo o vínculo e a continuidade: você conhece o plano, entende os objetivos e participa das decisões. É assim que transformamos prevenção em bem-estar duradouro.
Procure avaliação se o preventivo veio alterado, se recebeu um laudo falando em HPV ou NIC, se teve indicação de colposcopia ou se notou sangramento após relação, dor pélvica ou corrimento fora do habitual. Quanto mais cedo entendermos o quadro, mais simples costuma ser a conduta. Estou aqui para acolher, investigar e cuidar com atenção. Para a consulta, traga exames anteriores, anote dúvidas e sintomas com datas aproximadas. Essa organização otimiza nossa conversa e torna o plano mais assertivo. Durante o atendimento, explico cada passo, mostro imagens quando necessário e desenho o cronograma de acompanhamento. Meu compromisso é que você saia entendendo o porquê de cada decisão. Se você está planejando engravidar, conte-me seus planos. Integro a avaliação ginecológica ao preparo da gestação, oferecendo pré-natal especializado quando o positivo chegar. A união entre ginecologia e obstetrícia em uma só profissional facilita a continuidade do cuidado, do consultório às fases mais especiais da vida, com presença, técnica e sensibilidade.
Sou a Dra. Christiane Simioni, médica ginecologista, obstetra e integrante da equipe de Medicina Fetal do Hospital Israelita Albert Einstein. Minha formação inclui títulos em ginecologia, obstetrícia e medicina fetal, com atuação dedicada ao cuidado integral da mulher. Trago esse olhar completo para que você se sinta segura, respeitada e protagonista da sua saúde. Atendo em meu consultório com foco em privacidade, conforto e comunicação clara. Realizo acompanhamento em ginecologia e obstetrícia, pré-natal especializado e ultrassonografias obstétricas e ginecológicas, incluindo recursos 3D e 4D quando indicado. O ambiente é planejado para acolher, explicar e tratar, no seu ritmo, com sensibilidade e precisão técnica. Estamos em São Paulo, com atendimento nas unidades do Itaim Bibi, na R. Joaquim Floriano, 820 – 10º andar, e em Perdizes, no Hospital Israelita Albert Einstein, na R. Apiacás, 85 – 3º andar. Você encontra um espaço pensado para a mulher em todas as fases, da primeira consulta à maturidade, com atenção individualizada e plano de cuidado sob medida.
Se você sente que é hora de cuidar de você com mais carinho, estou pronta para te receber. Agende sua consulta pelo WhatsApp em (11) 91675-1616. Em meu consultório, você encontra um ambiente acolhedor, confortável e reservado, com olhar técnico e humano voltado à sua história. Agende sua consulta e viva o cuidado com sua saúde de forma única e personalizada. Escolha entre nossas unidades e dê o primeiro passo para uma jornada de bem-estar e confiança.